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Provas na OBAP

Testes teóricos e práticos desafiam as equipes na Olimpíada Brasileira de Agropecuária

foto1Durante o sábado, 08 de outubro, 180 competidores fizeram as provas teóricas e práticas da fase final da 6º Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP). Foram 50 equipes do ensino médio integrado ao técnico e 10 do técnico subsequente, totalizando 60 equipes participantes.

Os competidores são estudantes de cursos técnicos em Agropecuária, Agricultura, Agroecologia, Zootecnia, Agronegócio, Alimentos, Agroindústria e cursos do Eixo Tecnológico Recursos Naturais de institutos federais de vários estados do Brasil, como Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo.

No período da manhã, os participantes tiveram três horas para responderem 20 questões objetivas e quatro discursivas sobre conteúdos relacionados às disciplinas dos cursos, conforme disponibilizado no regulamento da competição. As provas deste ano tiveram uma novidade no sistema de pontuação, cada questão errada passou a valer um ponto negativo. Os testes práticos aconteceram no período da tarde e consistiram em atividades sobre topografia e análise de solos.

As expectativas dos competidores

A estudante do IFSP- Campus de Franca, Lara da Silva Veríssimo, ficou animada com a competição. Ela comentou que sua equipe estudou bastante para a prova. “Nós esperamos tirar uma nota legal e conquistar uma boa pontuação na final. Mas aprendemos muito além da competição, conhecemos muitas pessoas e levaremos essa experiência para as nossas vidas”. 

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A equipe “Os Mosqueteiros” do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES – Campus Itapina) também se mostrou otimista com o seu desempenho. Os estudantes foram finalistas da edição 2015 da OBAP e representaram o Brasil na Olimpíada Internacional de Ciências da Terra (IESO), realizada no Japão. Os alunos consideraram a prova prática simples, mas muito bem elaborada e divertida por exigir o raciocínio do participante. “Temos uma boa preparação nas disciplinas, os conteúdos abordados fazem parte dos componentes curriculares do curso. A OBAP é uma competição bem direcionada para os conteúdos aprendidos no curso. Tem algumas questões mais puxadas, pois a olimpíada aborda culturas de todo o país. Na nossa região, por exemplo, culturas como a soja não são trabalhadas. Por isso, sentimos um pouco de dificuldade nesse tema”, disse Vilian Borchardt Bullergahn, integrante da equipe.

Kathlen Almeida Félix, orientadora da equipe do Instituto do Sertão Pernambucano, comentou que assim que sua instituição soube da classificação para a final, intensificou o treinamento dos alunos para a disputa. “Alguns estudantes ainda estão no início do curso, por isso precisaram de atenção especial”. De acordo com a professora, essa é a segunda vez que o IFPE participa da OBAP. Com os resultados e a animação dos alunos que disputaram a olimpíada no ano anterior, muitos estudantes se sentiram motivados a participarem neste ano, ocasionando um recorde de inscritos dentro da instituição. “Sempre esperamos melhores resultados, mas a olímpiada, certamente, motiva os alunos a estudarem mais e darem maior atenção a questões que podem ter passado batido durante o curso”.

foto3A equipe do Instituto Federal do Pará participou pela primeira vez da OBAP. As três integrantes consideraram a prova prática difícil, pois ainda não viram profundamente as atividades exigidas. “Acho que para quem já estudou a parte de topografia exigida foi tranquilo, mas para nós foi bem puxada. Já a prova teórica, eu achei tranquila, mas vamos ver os resultados”, disse a estudante Albertina Lopes da Silva.

Também estreante na competição, a equipe do IF Baiano achou a prova teórica difícil, porém possível de ser realizada. “O nível da prova estava bem acima do que eu esperava. Mas tudo está dentro do que estudamos, a questão é que não temos uma base tão profunda quanto foi exigida nas questões. Já a prova prática eu gostei bastante, pois treinamos bastante atividades de solos no curso, estou bem confiante", disse a estudante Ane Débora Borges de Souza. Sobre a estrutura e organização do evento, ela comentou que "o evento está maravilhoso, não dá nem vontade de ir embora, a competição, a hospitalidade e a organização estão ótimos”.

Já o estudante Ubiratan da Silva Batista, também do IF Baiano, comentou que as provas foram bem desafiadoras. “Exigiram bastante raciocínio, mas a competição está bacana. Também conhecemos muitas pessoas de lugares diferentes, do Paraná, do Paraguai, de Santa Catarina e de muitos outros lugares. São muitas experiências novas e mistura de pessoas que nos ensina muito”.

Sara Maria Oliveira, aluna do Instituto Federal do Piauí, está no segundo ano do Técnico em Agropecuária e ainda não viu todos os conteúdos cobrados nas provas, mas está otimista com os resultados e gostou bastante da estrutura do evento. “Eu achei as provas legais, gostei muito da competição e aprendi bastante. Também gostei de conhecer pessoas de lugares diferentes e da troca de ideias", comentou.

Cinco equipes do IFSULDEMINAS disputam a final

Neste ano, a fase final da competição contou com representantes dos campi de Inconfidentes, Machado e Muzambinho. De acordo com a coordenadora de olimpíadas científicas do IFSULDEMINAS, Cássia Mara Ribeiro de Paiva, a maior participação de estudantes do IFSULDEMINAS na OBAP é reflexo da consolidação da olimpíada que, em sua sexta edição, reúne representantes de todo o país e a cada ano traz um novo recorde de inscritos.

Para o professor Marcelo Bregagnoli, reitor do IFSULDEMINAS, o deslocamento da competição para Uberlândia deu maior visibilidade e chamou mais atenção para a OBAP. “Tenho que agradecer aos orientadores que abraçaram a causa, pois eles entenderam que a competição é um processo didático-pedagógico de melhoria da qualidade de ensino para aqueles que são o motivo principal das nossas instituições, os alunos”.

O orientador da equipe do Campus Machado, professor Nikolas Oliveira Amaral, comentou que os alunos encararam esse desafio com muita garra e tiveram muita autonomia e comprometimento nos estudos. “A olimpíada traz a oportunidade desses alunos conhecerem os desafios que encontrarão no mercado de trabalho”. Ele observa que, além de competir, os estudantes interagem com outros alunos e outras culturas. “Hoje mesmo, eles tiveram a oportunidade de conhecer e conversar com uma uma equipe do Rio Grande do Sul, que traz outra cultura e essa troca agrega muito”.

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Texto e Fotos: Ascom/ IFSULDEMINAS - Reitoria
Data: 10/10/2016

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